"Tens Tudo a Dar, Não Percas Tempo..." - (Lema 2011/12)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Solenidade Sagrado Coração de Jesus


Avelãs de Caminho, 15 de Junho de 2012
Solenidade do Sagrado Coração de Jesus


« Magnus Dominus et laudabitis nimis, nunca utem parvus et amabilis nimi »


Irmãos do GJMAC e amigos do GMC e GMTT e demais conhecidos e leitores.
A igreja celebra hoje mais uma solenidade. Diria eu que a solenidade do Amor de Deus pelos homens. É pelo coração sofredor de Jesus pendurado na cruz que a humanidade é redimida. O Senhor Jesus sofreu na misericórdia do seu coração pelos males da humanidade.
Poderia dizer muitas teorias teológicas, mas de que vale dizer muitas coisas se em obras não mostramos? Já dizia São Paulo “Mostra-me as tuas obras, que pelas minhas obras mostro-te a minha fé”, creio que este apostolo dos gentios está correctíssimo. De que vale dizer ter fé, se essa mesma fé fica pela teoria?
“Deus é amor, atreve-te a viver por amor” diz uma música de Taizé. Quem é que aceita o desafio de viver por amor? Quem faz as coisas gratuitamente numa entrega de amor? Viveis por amor? Por amor ao próximo? Por amor a cada irmão que a nós recorre?
Cada vez menos é visível este mandamento de Deus, “amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”. Estamos nós a ser correctos? Estamos nós a precisar de ouvir umas verdade de São Paulo? Pois muitos dizem fazer, mas pouco mostram… e nós missionário quantas vezes compramos guerrinhas, quantas vezes alimentamos guerrinhas? Não devíamos ser meio de amor? Não é suposto haver uma entrega? Recuso-me a dizer sem fazer… “Vale mais fazer sem louros, que louros ter sem nada fazer”…
Mas o Sagrado Coração de Jesus é simples, simples como os pobres, simples como os pequenos, simples como uma criança. E é próprio de uma criança ser simples, tal como o menino no presépio, Magnus Dominus et laudabitis nimis, nunca utem parvus et amabilis nimi. - “O Deus todo poderoso adorável no céu fez-se pequeno e amável”, diz-nos S. Bernardo. Este é um mandato de simplicidade. Dêmo-nos com simplicidade; simplicidade do espírito da fé sempre pronta e completa, simplicidade do coração no amor puro e ingénuo, simplicidade na palavra, simplicidade nos desejos, simplicidade no nosso exterior. Puer cum pueris, cum floribus, cum brachiis libenter esse solet – “O menino compraz-se com os meninos, gosta das flores e das carícias” diz-nos São Boaventura. Se queremos agradar a este divino menino, de coração simples, é preciso que nos tornemos crianças como ele, isto é, simples e humildes; que lhe tragamos as flores das virtudes mais amáveis, a simplicidade, a doçura, a humildade; é preciso que apertemos o seu coração nos nossos braços com amor.
Preferi falar-vos do coração de Jesus pela forma que talvez não estejam lá muito habituados, mas é a que mais gosto, daí partilhar esta visão do Sagrado Coração de Jesus Menino.
Mas mesmo que olhemos para um coração de Jesus trespassado como iniciei esta mensagem, olhemos o que nos diz Ana Maria Javouhey, “Tenho muita pena das pessoas que sofrem e não sabem aproveitar os sofrimentos que o Céu lhes envia para merecerem uma felicidade eterna”, tal como Jesus sofreu pelo seu Sagrado Coração trespassado, para remissão do mundo, sejamos nós capazes de sofrer e aproveitar esse sofrimento em prol da felicidade eterna como nos diz a Madre Javouhey.


Em espírito missionário,
Micael Vidal, Coordenador do GJMAC;
Paróquia de Santo António, Diocese de Santa Joana Princesa

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Festa de Santo António


Mensagem da Festa de Santo António
Padroeiro de Avelãs de Caminho e Secundário de Portugal

As minhas fraternas saudações aos meus irmãos do GJMAC que se alegram na Festa de Santo António, nosso Padroeiro. Ainda as minhas saudações para os demais amigos e conhecidos do GJMAC.
Vivemos num tempo conturbado, quer pela vida política, quer pela questão económica e ainda mais grave pela questão social. Mas que andamos nós afinal a fazer à face da Terra? No século XII um jovem, filho de famílias abastadas, renunciou aos seus bens e fundou um movimento que ainda hoje a igreja se alegra. Foi São Francisco este homem singular na história da humanidade, que tendo tudo, nada quis… e hoje a maioria nada tem e tudo quer… Francisco de Assis dedicou-se aos que nada tinham e aos doentes… hoje desprezamos os que nada têm e os doentes… quantos e quantos idosos são enviados para os lares e lá ficam a morrer sós e abandonados. Hoje a lepra está controlada e tem tratamento, Francisco de Assis mesmo assim dedicou-se a eles de alma e coração. E nós que fazemos?
Mas não era de Francisco de Assis que vos queria falar, era de Fernando de Bulhões. Este senhor, contemporâneo de Francisco de Assis, tornou-se Frade da ordem dos Franciscanos Menores, era de Lisboa, todos o conhecemos das festas que Portugal celebra. Frei António, nome com que foi canonizado e popularizado, partiu para as missões, era um hábil pregador e embarcou na aventura missionária. É verdade, não é conhecido como Missionário mas como pregador, não que um missionário não seja um hábil pregador, não que um missionário tenha de percorrer os Km que Frei António não percorreu, Santa Teresa do Menino Jesus é padroeira dos missionários e foi uma irmã contemplativa. Frei António partiu para o norte de África mas logo adoeceu. Não sendo mártir da doença regressou, mas diz a história que os ventos rumaram o navio para Itália, verdade ou não foi o rumo que Santo António teve, andou em Itália, por França, mas só voltou a Portugal uma vez… quando o seu pai faleceu, sim é um milagre esteve em Itália a pregar e ao mesmo tempo em Portugal no funeral do seu pai.
Foi tão missionário como os outros, estar em missão é passar as barreiras do coração, é estar ao serviço, foi o que Santo António fez. Ainda discutem se Santo António é de Lisboa ou de Pádua, de Lisboa por lá ter nascido, de Pádua por lá ter falecido e lá estarem as suas Relíquias no maior templo em sua honra levantado. Eu porém digo que Santo António é de Avelãs de Caminho, isto porque é nosso padroeiro. Com isto quero-vos dizer que não importa de onde somos, importa o que somos e o que fazemos.
Santo António deve ter muito com que se rir quando se depara com estas questões mesquinhas e não reparam que a sua obra é superior em muitas léguas à questão de onde é…
Ainda deve ter mais espanto com o caminhar que as pessoas fazem. Para onde caminham as pessoas? Quem celebra a sua Festa com que sentido o faz? Devemos continuar a realizar procissões solenes e grandiosas quando o sentimento do acto já há muito se perdeu?

Santo António, nosso padroeiro, que olhamos o teu exemplo, numa casa de Deus onde temos um brasão franciscano por razões históricas, protege este teu povo de Avelãs de Caminho e o povo de Lisboa e de Pádua e todo o povo de Deus, todas as ovelhas que se vão desviando deste nosso rebanho que é o povo de Deus.

Na certeza que Santo António por todos nós zelará, votos de uma santa Festa de Santo António.

No espírito missionário, compromisso pelo baptismo,
Micael Vidal, Coordenador do GJMAC ,
Paróquia de Santo António de Avelãs de Caminho
Diocese de Santa Joana Princesa de Aveiro

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Trilho de Maria

Estão abertas as inscrições para a Actividade "Trilho de Maria", mais informações contactar o coordenador.
"Vem Caminhar até Maria!"

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

As Cinco Chagas do Senhor


Avelãs de Caminho, 7 de Fevereiro de 2012

As Cinco Chagas do Senhor – Festa em Portugal

Irmãos do GJMAC, afilhados do GMG, amigos do GMTT e GMC, Irmãs de São José de Cluny e amigos,

Vivemos hoje a Festa das Cinco Chagas do Senhor. O culto desta Festa remonta ao início da nacionalidade de Portugal. Tamanha importância sempre foi dada às Cinco Chagas do Senhor, que a própria bandeira nacional ainda hoje as sustenta. Assim esta devoção valeu uma festa particular para Portugal a partir de Bento XIV que se celebra a 7 de Fevereiro de cada ano.

Esta Festa muitas vezes diluída, nas demais festas litúrgicas tem, para mim, um especial significado. O facto deve-se ao acto que representam as chagas. As quatro primeiras da crucificação lembram a entrega que Jesus fez por cada um de nós. E por fim, mas não menos importante, o coração trespassado, entrega e sinal de Amor pela humanidade. E nós o que fazemos quando um simples espeto nos toca? Reclamamos e ficamos irrequietos. E nós missionários quando temos percalços de missão, porque tanto resmungamos quando Jesus foi trespassado nos pés e nas mãos e por fim no peito sem nada nos pedir em troca e para nos salvar?

Deixo-vos, para reflexão, um excerto do hino das vésperas de hoje:

Cinco Chagas, cinco fontes

Com água de vida eterna,

Onde as almas sequiosas

Podem matar a sede!

Depois de ressuscitar,

Guardou Cristo estes sinais

Do combate Glorioso

Em que venceu o inimigo;

Para que as chagas visíveis

Mostrasses às gerações

A ferida invisível

Do amor mais forte que a morte;

Vivamos esta Festa, das marcas da Salvação da Humanidade, com a alegria missionária que sempre nos acompanha, que sempre a devemos trazer em cada dia.

Deste vosso Amigo,

Micael Vidal

(Coordenador do GJMAC)

sábado, 24 de dezembro de 2011

Mensagem Solenidade do Nascimento do Senhor

“E deu à luz a seu filho primogénito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.”
Lucas 2:7

Irmãos do GJMAC, Amigos do GJMAC, Conhecidos do GJMAC;

Vivemos mais uma quadra Natalícia. O Natal é um tempo especialíssimo. Primeiramente porque Nasceu Jesus Cristo nosso Salvador. E se deixarem esta alegria de fora, não chamem “Natal” ao Natal. Viver esta quadra sem o verdadeiro sentido da festividade é como assar um espeto. Achais que um espeto no forno é leitão? Pois eu acho que se não tiver lá o leitão não podemos chamar ao espeto “leitão”. Tenhamos como principal convidado neste Natal o Menino que se faz pequenino e frágil. Esta é a alegria do nosso Natal. Se assim procedermos podemos estar certos que a crise económica que hoje vivemos não afectará o nosso Natal. Mais que não sermos afectados por esta crise económica, conseguiremos superar a crise de valores que hoje, em pleno século XXI, avassala o mundo.

Viver o Natal não é enviar mensagens sem fim a desejar um Feliz e Santo Natal, como se de um disco gravado tivéssemos a tocar constantemente nesta quadra e à medida que iam surgindo os nomes de amigos e conhecidos meteríamos o disco a tocar, mais grave, o Natal não é uma quadra para escrever um e-mail com estas palavras típicas e enviar para toda a lista de contactos e no fim ficarmos cheios que todos receberam o desejo de “Boas Festas”. Estaremos nós, cristãos, a ser justos e coerentes em desejar festas felizes, se este desejo é vazio e se deixamos Jesus, nas palhinhas deitado, abandonado? Que cristãos somos nós que falamos do Natal e deixamos Jesus Menino fora dos nossos desejos? Jesus não vai nascer de novo. Nasceu sim à cerca de dois mil anos e não vai volta-lo a fazer em Belém. Mas o Natal vive-se para que o Menino que em Belém nasceu possa nascer em pleno século XXI no coração de cada um de nós. Esta é a magia do Natal, um Menino que nascido à dois mil anos, quer de novo nascer no coração de cada um de nós. Sejamos mensageiros verdadeiros deste Menino que quer nascer e sejamos nós meio para que Ele possa nascer no coração daqueles que nos rodeiam mais de perto, não digo para deixarem de enviar saudações de Natal, mas que essas saudações de Natal sejam verdadeiras e que não deixem de lado a mensagem deste Menino que quer nascer em cada um de nós.

Na certeza que Jesus Menino nascerá em cada um de Nós,

Um Natal com Jesus Menino, sãos os votos do coordenador do GJMAC,

Micael Vidal

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A Caminho de Belém... com Alegria!

A fé é, em Jesus, uma fé alegre. Acreditamos num Deus que é alegria. Não num Deus severo que só nos apresenta proibições. Acreditamos num Deus libertador, que nos renova, que nos inunda como Seu Espírito Santo e nos torna capazes de mudar o mundo como objectivo de acabar da tristeza. Esta alegria não se resume apenas a nós, portanto temos de a espalhar pelos outros. Como disse Jesus:“O que recebemos de graça, devemos dar de graça”. Portanto, devemos anunciar a nossa Fé com entusiasmo.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Solenidade da Imaculada Conceição

Estreito de Câmara de Lobos, Madeira

8 de Dezembro de 2011 - Solenidade da Imaculada Conceição

Irmão, Amigos e Conhecidos do GJMAC,

Hoje Celebramos uma Solenidade especial, a Solenidade da Imaculada Conceição. Não sabemos muito sobre Maria, mas também o que sabemos só por si já é grandioso.

Maria disse o seu sim quando o mensageiro de Deus se dirigiu dizendo: -“Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”. Claro que Maria temeu o que lhe era dirigido, mas de certa maneira foi uma atitude natural. E nós o que fazemos quando algo que desconhecemos nos é dirigido?

Mas Maria percebendo que é uma grande obra que está prestes a ser realizada diz: -“Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” E nós, quem de nós é capaz de ouvir sem nada reclamar, sem nada pedir em troca?

Maria em vez de reclamar ou pedir o que fosse em troca proclamou um hino de louvor:

“A minha alma glorifica o Senhor

e o meu espirito se alegra em Deus, meu salvador.

Porque pôs os olhos na humildade da sua serva:

de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.

O todo poderoso fez em mim maravilhas:

Santo é o seu nome.

A sua misericórdia se estende de geração em geração

sobre aqueles que o temem.

Manifestou o poder do seu braço

E dispersou os soberbos.

Derrubou os poderosos de seus tronos

e exaltou os humildes.

Aos famintos encheu-os de bens

E aos ricos despediu de mãos vazias.

Acolheu a Israel, seu servo,

Lembrado da sua misericórdia.

Como tinha prometido a nossos pais,

A Abraão e a sua descendência para sempre.”

Maria é uma figura bíblica grandiosa mas que pouco é referida, é uma mãe que não anda pelo mundo nem pelas ruas, é uma mãe que está em casa, que está no seio e no centro da sua família. E isto que é pedido a cada mãe, que siga o exemplo de Maria. Este é o facto que leva a que no século passado o dia da mãe fosse a 8 de Dezembro e não no primeiro fim-de-semana de Maio. Mudam-se os tempos, mas não se deviam mudar as mães. Demos graças a Deus pela mãe que nos deu, uma mãe para velar por nós.

Reparemos que esta Senhora que discretamente está nos evangelhos, recebeu a coroa de Portugal. El-rei D. Joao IV assim desejou fazer, deixou de usar a coroa de Monarca e ofereceu-a a Maria para assim ser a Rainha e padroeira de Portugal. Por este facto, Portugal e Espanha, no dia de hoje, estão autorizados a utilizar paramento Azul claro, por serem devotos a Maria antes de assim decretar sua Santidade. Fiquemos, nós jovens, com este fervor de Maria, que discretamente assume um papel fundamental na vida de Jesus, que Maria seja uma ponte para chegarmos a seu filho Jesus Cristo nosso Salvador.

Seja Louvado Nosso Senhor Jesus Cristo, seja Louvada sua mãe Maria Santíssima.

Este vosso amigo,

Micael Vidal

(Coordenador do GJMAC)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A Caminho de Belém...

.::"VIGIAI"::.

A Palavra de Deus é um desafio constante à vigilância. “Vigiai” deve inquietar-te e comprometer-te. Deves estar alerta em tudo o que te rodeia para conseguires perceber os sinais de necessidade nas pessoas que te rodeiam. Se estiveres alerta aos sinais verás Deus com muito mais facilidade.

sábado, 19 de novembro de 2011

Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo

20 de Novembro de 2011,

Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo

Todas as nações se reunirão na sua presença e Ele separará uns dos outros” (Mt 25, 32)

Irmãos, amigos e conhecidos do GJMAC,

Celebramos neste último Domingo do ano litúrgico A, a Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo. Teremos nós já reflectido no mistério do fim dos tempos? Sei que somos jovens e não damos muito do nosso tempo a pensar nestas questões. Estaremos nós a ser correctos em desviar o nosso pensamento desta questão? Creio que não estamos a ser coerentes, afinal não podemos salvar uma sopa do sal, se ela já estiver salgada, então como vamos acolher o mais pequeno dos irmãos de Cristo, se não pensamos nesta questão? Se formos como a sopa salgada, chegaremos à hora de prestar contas ao Pai do Céu e também já não podemos fazer nada. É para isto que vos exorto, estai atentos ao mais pequeno dos vossos irmãos, e o mais pequeno pode ser também em estatura, mas também que seja o mais humilde e desprezado, aquele a quem todos desprezam e deixam de lado. Antes de atirarmos uma pedra dizendo que é mau, tentemos perceber o lado desse mau e talvez peguemos na pedra, mas para construir uma protecção.

Somos jovens, estamos muito preocupados em fazer o trabalho que as nossas mãos e corpo podem ainda fazer, mas não desprezemos a mensagem desta solenidade e sejamos como Ana Maria Javouhey, com os pé na terra, mas com o pensamento no Céu. Que o nosso trabalho seja conduzido não para comprar o céu, mas para merecer o céu. Recordo a liturgia de um domingo passado que nos falava nos talentos, tenhamos presente que seremos bons servos se metermos os nossos talentos a render em prol dos outros, e se não os metermos a reder sejamos desprezados pois podemos e não queremos, enquanto muitos querem e não podem. Mas que esses talentos rendam de verdade, ou seja, que ninguém tenha a tentação de usar esses talentos para o mal, pois para isso fiquem quietos que já temos no mundo muita gente a fazer essa tarefa.

Sejamos embaixadores de Cisto no mundo, Cristãos firmes, não de cruz solene ao pescoço ou terço nas mãos, mas com Cristo no coração e nas acções. Um cristão deve demarcar-se pelo mandato “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” e não pelas excepções que sempre criam. Que nenhum de nós tenha a tentação de deixar de ser embaixador de Cristo no mundo. Cristo precisa de nós, não para criar guerras, mas para criar a concórdia. Vivamos assim, neste espirito de estar ao serviço dos outros, tenham uma vontade forte pois já a madre Ana Maria dizia “Com uma vontade forte fazem-se grandes coisas”.

Jovens, jovens como eu, não tenham medo de viver cristo na família, na escola, no trabalho, no lazer, no compromisso, no dia e na noite, no namoro… tenham a coragem de assumirem que são cristãos convictos que não têm medo do que acontecer por afirmarem serem convictos da mensagem de Jesus Cristo.

Este vosso amigo,

Micael Vidal

Coordenador do GJMAC

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Festas do Nascimento e Baptismo de Ana Maria Javouhey


Ana Maria Javouhey, nascida a 10 de Novembro de 1779 numa aldeia da Borgonha, ouve o chamamento de Deus para anunciar nos cinco continentes o seu amor por todos, sem distinção de raça, religião, condição social.

Ela põe ao serviço de Deus e do próximo os seus dotes excepcionais e, a 12 de Maio de 1807, funda a Congregação das Irmãs de S. José de Cluny. Passa por três revoluções no decurso da sua vida, múltiplos obstáculos entravam nos seus projectos, distâncias enormes separam-na dos lugares de missão.

Nada a impede de agir, sobretudo para promover a dignidade e os direitos de todos os que encontra, particularmente as crianças, os doentes, os pobres, os Africanos, os escravos. Ana Maria morre em Paris a 15 de Julho de 1851 e é beatificada em Roma a 15 de Outubro de 1950.

domingo, 6 de novembro de 2011


Nasceu a 24 de Junho de 1360 no Castelo do Bonjardim. Aos 13 anos fazia parte do séquito do rei Dom Fernando e por essa altura foi armado Cavaleiro. Por obediência a seu pai casa com D. Leonor de Alvim, rica dama de Entre-Douro-e-Minho. Do casamento nasceu uma filha: Dona Beatriz. Após a morte de D. Fernando e porque a filha deste era casada com o rei de Espanha, vendo ameaçada a independência nacional entra em actividade política. Em Santarém dá-se o estranho encontro com o Alfageme de Santarém. Convidado pelo Mestre de Avis foi eleito Regedor e Defensor do Reino. Após vencer várias batalhas (Atoleiros, Aljubarrota) e já viuvo lança ombros à construção do Convento do Carmo, em Lisboa. Em 1422 partilha os seus bens e professa no Carmo, em 15 de Agosto de 1423. Sempre o dia de Nossa Senhora da Assunção a presidir aos momentos culminantes da sua vida. Ei-lo agora o asceta despegado de toda as ambições terrenas, frivolidades, entregue por completo ao único fito de adorar e servir a Deus: o herói de outra batalha que, depois de se ter mostrado invencível nas lutas do mundo, abandona tudo para se tornar apenas, humilde e feliz, Frei Nuno de Santa Maria.

A 15 de Janeiro de 1918 a Sagrada Congregação dos ritos, em sessão plenária, aprova e reconhece o culto do Santo condestável, que o Papa Bento XV confirma, no decreto de 23 de Janeiro do mesmo ano. Em 26 de Abril de 2009, foi canonizado por Bento XVI.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos


Depois de ter cantado a glória e a felicidade dos Santos que «gozam em Deus a serenidade da vida imortal», a Liturgia, desde o início do século XI, consagra este dia à memória dos fiéis defuntos.
É uma continuação lógica da festa de Todos os Santos. Se nos limitássemos a lembrar os nossos irmãos Santos, a Comunhão de todos os crentes em Cristo não seria perfeita. Quer os fiéis que vivem na glória, quer os que vivem na purificação, preparando-se para a visão de Deus, são todos membros de Cristo pelo Baptismo. Continuam todos unidos a nós. A Igreja peregrina não podia, por isso, ao celebrar a Igreja da glória, esquecer a Igreja que se purifica no Purgatório.
É certo que a Igreja, todos os dias, na Missa, ao tornar sacramentalmente presente o Mistério Pascal, lembra «aqueles que nos precederam com o sinal da fé e dormem agora o sono da paz» (Prece Eucarística 1). Mas, neste dia, essa recordação é mais profunda e viva.
O Dia de Fiéis Defuntos não é dia de luto e tristeza. É dia de mais íntima comunhão com aqueles que «não perdemos, porque simplesmente os mandámos à frente» (S. Cipriano). É dia de esperança, porque sabemos que os nossos irmãos ressurgirão em Cristo para uma vida nova. É, sobretudo, dia de oração, que se revestirá da maior eficácia, se a unirmos ao Sacrifício de reconciliação, a Missa.
No Sacrifício da Missa, com efeito, o Sangue de Cristo lavará as culpas e alcançará a misericórdia de Deus para os nossos irmãos que adormeceram na paz com Ele, de modo que, acabada a Sua purificação, sejam admitidos no Seu Reino.

(www.liturgia.pt)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Solenidade de Todos os Santos




"Precisamos de Santos sem véu ou batina.

Precisamos de Santos de calças de ganga e ténis.

Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.

Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se dediquem na universidade.

Precisamos de Santos que tenham tempo todos os dias para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem a sua castidade.

Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida no nosso tempo.

Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e com as necessárias mudanças sociais.

Precisamos de Santos que vivam no mundo, que se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.

Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem walkman.

Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refrigerante ou comer pizza ao fim-de-semana com os amigos.

Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de desporto.

Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.

Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo mas que não sejam mundanos".

Atribuído ao Beato João Paulo II, PP

sábado, 29 de outubro de 2011

Memória de Chiara Luce Badano


Chiara Luce Badano


Chiara Luce Badano nasceu a 29 de Outubro de 1971, em Sassello, uma pequena cidade nos Apeninos. Era a primeira e única filha de Rogero Badano, camionista e de Mª Teresa Caviglia, operária, casados há 11 anos sem conseguirem ter filhos. O pai pediu a Nossa Senhora da Rocha a graça da paternidade e viu o seu pedido atendido. A mãe testemunhava que “mesmo com essa alegria imensa compreenderam logo que ela não era somente sua filha, mas que era antes de tudo, filha de Deus". A mãe deixou de trabalhar para cuidar da filha.

Chiara revelou-se desde cedo uma criança inteligente, viva, desportiva e muito comunicativa. Era conciliadora, mas não abdicava de defender as suas ideias. Recebeu desde cedo uma sólida educação cristã, graças aos pais, mas também à sua integração na comunidade paroquial, cujo pároco lhe dá fascinantes aulas de catequese, e ainda pela influência das amizades que Chiara constrói.
Aos 9 anos participa num encontro das “Gen 3” do movimento Foccolare. Aí conhece o ideal da unidade. O Evangelho passa a ser algo dinâmico na sua vida. E decide dizer sempre Sim a Jesus. Torna-se a amiga dos últimos. Deseja partir um dia para África para “curar os meninos”.

No dia da sua primeira Comunhão recebe um livro com os Evangelhos. Ela própria comenta: "- Como para mim foi fácil aprender o alfabeto, também deve ser fácil viver o Evangelho”.

Continua os seus estudos de forma normal, sendo uma boa aluna. Frequenta o liceu clássico. Participa nas actividades do Movimento Foccolare. Mas um dia, ao jogar ténis, tinha então 17 anos, sente uma dor aguda no ombro. Inicialmente nem ela nem os médicos dão grande importância ao facto. Mas as dores continuam e são necessários exames mais profundos. O diagnóstico é devastador: sarcoma osteogénico com metástese, um dos tipos mais graves e dolorosos de tumor.

Chiara acolhe a notícia com coragem: - Eu vou vencer! Sou jovem.

Os tratamentos começam e durante eles o altruísmo de Chiara chama a atenção. Sai da cama par ajudar uns e outros. Certo dia foi uma toxicodependente deprimida que a fez saltar do leito, apesar das intensas dores. Enfrenta depois duas operações. A quimioterapia provoca a queda do cabelo o que a faz sofrer bastante. Perante cada etapa do sofrimento vai repetindo : - Por ti, Jesus!”

A um amigo, que partia para África, ela dá todo o dinheiro que havia economizado, dizendo:
- Para mim não serve. Eu tenho tudo!

Ao longo da doença nunca se revolta. Passa a aceitar todos os padecimentos, dizendo a Jesus: - Se tu o queres, eu também o quero, Jesus! No dia 19 de Julho de 1989, enfrenta uma forte hemorragia e quase morre. Nessa ocasião diz: - Não derramem lágrimas por mim. Eu vou para Jesus. No meu funeral, não quero pessoas que chorem, mas que cantem forte. E com a mãe prepara esse acontecimento chamando-lhe “A festa das núpcias”. Explica à mãe como quer ser vestida, escolhe as músicas os cantos e as leituras para a ocasião. E recorda-Lhe : - Quando me estiveres a preparar, mamã, deves repetir: "Agora Chiara Luce a está a ver Jesus”. Não pede mais a saúde, mas a capacidade de fazer a vontade de Deus até ao fim.

No Domingo 7 de Outubro de 1990, na companhia dos pais, aconteceu o momento do encontro com o seu “Esposo”. Duas mil pessoas estiveram presentes no funeral. Fala-se de paraíso, de alegria, de escolha radical. Na homilia, o bispo que presidia diz: - Eis o fruto de uma família cristã e de uma comunidade de cristãos.

Os que a conheceram sentem-se impulsionados a viver com radicalidade o Evangelho. É uma santidade contagiosa. No dia 25 de Setembro de 2010, foi beatificada em Roma pelo Papa Bento XVI.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Espírito de Assis


"Naquela manhã do dia 27 de Outubro de 1986, quando o Santo Padre João Paulo II dava as boas-vindas aos representantes de todas as famílias religiosas reunidos na Porciúncula (Basílica de Santa Maria dos Anjos), surgiu no céu de Assis um esplêndido e auspicioso Arco-Íris, no qual todos viram um sinal de esperança e de paz. Pela primeira vez na história e a convite de um papa, os representantes das diversas igrejas, comunidades cristãs e grandes religiões do mundo se reuniram num mesmo lugar par rezarem e jejuarem pela paz. Celebramos neste mês 25 anos desse acontecimento profético de Assis que se transformou num ícon de paz e de esperança para a humanidade.

O mundo vivia então tempos atribulados. Em várias partes do mundo, surgiam focos de guerra. O muro de Berlim teimando em dividir a humanidade em “blocos” contrapostos e em manter um clima de “guerra fria”. Neste contexto, a ONU proclamou 1986 ano internacional da paz. João Paulo II, sempre atento aos sinais dos tempos, aproveitou a ocasião para, aquando da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (25 Janeiro), tornar pública a iniciativa de uma Jornada de oração pela paz em Assis."

Frei Isidro Lamelas, OFM

(imagem: João Paulo II e restantes líderes religiosos,

Assis, 27 de Outubro de 1986)

sábado, 22 de outubro de 2011

Vigilia Missionária em directo

Veja em directo a vigilia missionária.

http://j-tv.me/nFOFVo

Transmissão da Vigília Missionária 2011

Vai ser aqui colocado o link para poder assistir em directo à Vigília Missionária. Esteja atento pelas 21h00.

Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2011

Avelãs de Caminho, 18 de Outubro de 2011

Festa de São Lucas Evangelista

Irmãos e amigos do GJMAC,

Celebramos este mês dedicado às Missões. É um mês maior para todos os missionários mas que não se torne este mês um acto isolado “o próprio Dia Mundial Missionário não constitui um momento isolado no curso do ano, mas é uma ocasião preciosa para nos determos e meditarmos se e como respondemos à vocação missionária; uma resposta essencial para a vida da Igreja.” (Mensagem do PP Bento XVI – Dia Mundial das Missões 2011)

Assim, sejamos conscientes do serviço que nos é pedido, “através da participação co-responsável na missão da Igreja, o cristão torna-se construtor da comunhão, da paz, da solidariedade que Cristo nos concedeu, e colabora para a realização do plano salvífico de Deus para toda a humanidade. Os desafios que isso implica chamam os cristãos a caminhar juntamente com os outros, e a missão faz parte integrante deste caminhar com todos.”

Estar em missão é extremamente importante pois “a missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade, dá-lhe novo entusiasmo e novas motivações. É dando a fé que ela se fortalece! A nova evangelização dos povos cristãos também encontrará inspiração e apoio no empenho pela missão universal» (João Paulo II, Enc. Redemptoris Missio, 2).

A Missão é uma inquietude interior, “não podemos permanecer tranquilos ao vermos que, depois de dois mil anos, ainda existem povos que não conhecem Cristo e ainda não ouviram a sua Mensagem de salvação.

Além disso, está a aumentar o número daqueles que, embora tenham recebido o anúncio do Evangelho, já o esqueceram e abandonaram, já não se reconhecem na Igreja; e muitos ambientes, também em sociedades tradicionalmente cristãs, são hoje refractários a abrir-se à palavra da fé. Está em curso uma mudança cultural, alimentada também pela globalização, por movimentos de pensamento e pelo relativismo imperante, uma mudança que leva a uma mentalidade e a um estilo de vida que prescindem da Mensagem evangélica, como se Deus não existisse, e que exaltam a busca do bem-estar, do lucro fácil, da carreira e do sucesso como finalidade da vida, mesmo em detrimento dos valores morais.” (Mensagem do PP Bento XVI – Dia Mundial das Missões 2011).

Irmãos e amigos, “pensemos na honra que Deus nos concede chamando-nos a torná-Lo conhecido , amado e servido em terras que tanto precisam.” (Ana Maria Javouhey carta 716). Nunca esqueçam que as “terras que tanto precisam” começam por aquela em que vivemos, aquelas onde passamos, a missão hoje faz-se diariamente em todo o lado, quer na igreja quer fora dela, quer no hospital quer na feira, quer na sala de aula quer na praxe, quer aos irmãos mais novos quer aos pais e avós… Jesus Cristo precisa de nós todos os dias para espalhar a Boa-Nova do Reino de Deus.

Saudações Missionárias,

Micael Vidal, Coordenador do GJMAC

Paróquia de Santo António – Diocese de Santa Joana Princesa

Mensagem para a Actividade "Caminhar na Alegria, apoiados no bastão da Fé"

Avelãs de Caminho – 2011

18 de Outubro – Festa de São Lucas Evangelista

Irmãos do GJMAC, afilhados do GMG, Irmãs de SJC, GMTT, e amigos do GJMAC;

Já muitas vezes realizei esse caminho de Torres Novas até Fátima. Cada uma das vezes que realizei esse caminho foi uma experiência única que vivi. Peregrinar é mais do que fazer Km desmedidamente. Peregrinar não é mais que realizar um caminho com sentido, aquele caminho que todos os dias devemos realizar com o objectivo de chegar à nossa meta - Cristo.

Infelizmente o GJMAC não pode estar presente nesta peregrinação. Como sabem dia 23 de Outubro é o dia Mundial das Missões, assim o GJMAC desde 2008 que realiza sempre uma vigília de oração pelas missões na Igreja Matriz de Avelãs de Caminho na véspera do Dia Mundial das Missões, somos um grupo paroquial e não perdemos a oportunidade de juntar toda a comunidade em oração pelas missões. Certamente, pela oração, estaremos na mesma unidade da igreja.

Desejo de boa actividade, certo de que estamos juntos pela oração, este amigo,

Micael Vidal

(coordenador do GJMAC)