"Tens Tudo a Dar, Não Percas Tempo..." - (Lema 2011/12)
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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Festa de Santo António


Mensagem da Festa de Santo António
Padroeiro de Avelãs de Caminho e Secundário de Portugal

As minhas fraternas saudações aos meus irmãos do GJMAC que se alegram na Festa de Santo António, nosso Padroeiro. Ainda as minhas saudações para os demais amigos e conhecidos do GJMAC.
Vivemos num tempo conturbado, quer pela vida política, quer pela questão económica e ainda mais grave pela questão social. Mas que andamos nós afinal a fazer à face da Terra? No século XII um jovem, filho de famílias abastadas, renunciou aos seus bens e fundou um movimento que ainda hoje a igreja se alegra. Foi São Francisco este homem singular na história da humanidade, que tendo tudo, nada quis… e hoje a maioria nada tem e tudo quer… Francisco de Assis dedicou-se aos que nada tinham e aos doentes… hoje desprezamos os que nada têm e os doentes… quantos e quantos idosos são enviados para os lares e lá ficam a morrer sós e abandonados. Hoje a lepra está controlada e tem tratamento, Francisco de Assis mesmo assim dedicou-se a eles de alma e coração. E nós que fazemos?
Mas não era de Francisco de Assis que vos queria falar, era de Fernando de Bulhões. Este senhor, contemporâneo de Francisco de Assis, tornou-se Frade da ordem dos Franciscanos Menores, era de Lisboa, todos o conhecemos das festas que Portugal celebra. Frei António, nome com que foi canonizado e popularizado, partiu para as missões, era um hábil pregador e embarcou na aventura missionária. É verdade, não é conhecido como Missionário mas como pregador, não que um missionário não seja um hábil pregador, não que um missionário tenha de percorrer os Km que Frei António não percorreu, Santa Teresa do Menino Jesus é padroeira dos missionários e foi uma irmã contemplativa. Frei António partiu para o norte de África mas logo adoeceu. Não sendo mártir da doença regressou, mas diz a história que os ventos rumaram o navio para Itália, verdade ou não foi o rumo que Santo António teve, andou em Itália, por França, mas só voltou a Portugal uma vez… quando o seu pai faleceu, sim é um milagre esteve em Itália a pregar e ao mesmo tempo em Portugal no funeral do seu pai.
Foi tão missionário como os outros, estar em missão é passar as barreiras do coração, é estar ao serviço, foi o que Santo António fez. Ainda discutem se Santo António é de Lisboa ou de Pádua, de Lisboa por lá ter nascido, de Pádua por lá ter falecido e lá estarem as suas Relíquias no maior templo em sua honra levantado. Eu porém digo que Santo António é de Avelãs de Caminho, isto porque é nosso padroeiro. Com isto quero-vos dizer que não importa de onde somos, importa o que somos e o que fazemos.
Santo António deve ter muito com que se rir quando se depara com estas questões mesquinhas e não reparam que a sua obra é superior em muitas léguas à questão de onde é…
Ainda deve ter mais espanto com o caminhar que as pessoas fazem. Para onde caminham as pessoas? Quem celebra a sua Festa com que sentido o faz? Devemos continuar a realizar procissões solenes e grandiosas quando o sentimento do acto já há muito se perdeu?

Santo António, nosso padroeiro, que olhamos o teu exemplo, numa casa de Deus onde temos um brasão franciscano por razões históricas, protege este teu povo de Avelãs de Caminho e o povo de Lisboa e de Pádua e todo o povo de Deus, todas as ovelhas que se vão desviando deste nosso rebanho que é o povo de Deus.

Na certeza que Santo António por todos nós zelará, votos de uma santa Festa de Santo António.

No espírito missionário, compromisso pelo baptismo,
Micael Vidal, Coordenador do GJMAC ,
Paróquia de Santo António de Avelãs de Caminho
Diocese de Santa Joana Princesa de Aveiro

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Festas do Nascimento e Baptismo de Ana Maria Javouhey


Ana Maria Javouhey, nascida a 10 de Novembro de 1779 numa aldeia da Borgonha, ouve o chamamento de Deus para anunciar nos cinco continentes o seu amor por todos, sem distinção de raça, religião, condição social.

Ela põe ao serviço de Deus e do próximo os seus dotes excepcionais e, a 12 de Maio de 1807, funda a Congregação das Irmãs de S. José de Cluny. Passa por três revoluções no decurso da sua vida, múltiplos obstáculos entravam nos seus projectos, distâncias enormes separam-na dos lugares de missão.

Nada a impede de agir, sobretudo para promover a dignidade e os direitos de todos os que encontra, particularmente as crianças, os doentes, os pobres, os Africanos, os escravos. Ana Maria morre em Paris a 15 de Julho de 1851 e é beatificada em Roma a 15 de Outubro de 1950.